A metodologia utilizada foi Design Comunitário
de natureza qualitativa, que envolve diretamente as comunidades na criação e
desenvolvimento de soluções que atendam às suas necessidades específicas. Essa
prática parte do princípio de que os moradores possuem o conhecimento mais
profundo sobre seus próprios desafios e oportunidades, e por isso, devem estar
ativamente envolvidos na concepção e implementação de projetos que impactam seu
ambiente e qualidade de vida.
Como características principais
temos?
1.
Envolvimento
ativo dos grupos focais: os grupos focais da comunidade são protagonistas em
todas as etapas do projeto desde a identificação dos problemas até a
implementação das soluções.
2.
Foco
no contexto local: o design é adaptado às necessidades, cultura e condições
específicas da comunidade, garantindo que as soluções sejam pertinentes e
sustentáveis.
3.
Empoderamento:
A participação no processo de design fortalece a autonomia e a capacidade de
ação da comunidade, contribuindo para a construção de capital social.
4.
Abordagem
holística: Considera todos os aspectos, integrando saberes ancestrais, teorias
e técnicas contemporâneas.
5.
Sustentabilidade
social: o design comunitário busca criar soluções que não apenas resolvam
problemas imediatos, mas também promovam o desenvolvimento a longo prazo e o
bem-estar da comunidade.
Essa metodologia é um desdobramento
das filosofias de “Paulo Freire (1967); Victor Papanek (1971); Jan Gehl (2013);
Ezio Manzini (2006) e Antônio Bispo do Rosário (2023)”, ancorada na obra de Antônio
Carlos Gil (2008) “Métodos e técnicas de pesquisa social”.
Esquema da Metodologia de
Design Comunitário

Fonte: Desenvolvido por Evânia de
Paula